sábado, 16 de maio de 2009

Saudade

Nesse dia futuro em que vivo
Relembro os dias coloridos que tive
Toda dor por tudo que valeu à pena
Na hora exata em que meu coração permitiu
Sem querer...

Sensações II

Vejo no céu o lindo mar azul
Queria me banhar em suas águas
Atravessar as nuvens
E sentir todo amor ao suave toque
Sou apenas uma gota de chuva
Límpida, pequenina e cheia de sonhos
Amor resguardado no íntimo, na alma
Uma gota de chuva que cai no mar
A beleza que parece irreal
Num contato único e terno
Entrei numa espiral e renasci
Não estou mais só!
A união que transmuta me fortalece
E me faz mar

Sensações

Olho para o céu... Ergo minha mão e toco meu coração em pleno espaço.
Percebo a força que me invade e faz a vida pulsar... As palavras não conseguem se encaixar para descrever o que se passa. Como definir o indefinível?
Por um único momento, alcancei o céu em plena Terra...

O que precede a mudança...

Os pensamentos transbordam...
E inundam o que parece intocável
Nada de definições...
Tudo está indefinido e confuso
Mas, a parede que separa é completamente permeável.
Uma invasão de pensamentos trazidos pela correnteza azul
Num vôo por mundos desconhecidos...
Transcorro passado, presente e futuro...
Um oceano de idéias inacabadas!

terça-feira, 12 de maio de 2009

O vento leva longe

As palavras escapam e fogem como se tivessem vida própria, são guiadas pelo ar quente que lhe sobe às entranhas e dilaceram toda sua doçura e beleza. Um imenso espaço cinzento se abre ao olhar o outro, linhas tortuosas, perdidas. Tudo que encontra é vazio, denso e oculto. A inquietação da menina a faz continuar sua busca paranóica por uma resposta a sua dor... “Devolva minha alma!”, ela pensa. Enquanto isso, ele se desfaz numa nuvem de fumaça e some como alguém que não habita mais em si mesmo. Sacia-se de uma liberdade confusa, experimentando sensações, sabores, toques e cheiros efêmeros. Para ela só sobrou o aspecto gélido de um defunto.

O vento sopra trazendo mudanças incalculáveis, um novo tempo sem perfume nem cor. Está aprisionada em suas lembranças, estagnada em um lugar onde os pássaros verdes passeavam em bando, onde uma árvore ousou brotar no meio de uma avenida; um lugar onde era possível fazer com que a chuva caísse somente sobre eles enquanto atravessavam a rua. O idílio perfeito, com laranjeiras e personagens de contos de fadas. Olhar nos olhos dele lhe bastava para provocar a terna sensação de descobrir a mais pura fonte em meio a uma lama esparsa. Uma síntese de sentimentos e desejos intensos, tão profundos que cada vez que fitavam os olhos um do outro sobravam lágrimas.

Ele dá rumo a sua vida de acordo com seu único e equivocado desejo de deixá-la voar. Dor... O desespero é amargo e mistura amor e mágoa. Ela não suporta, e inquieta vomita sua indignação, lhe diz palavras duras, na tentativa de fazê-lo despertar, em vão.

O céu nublado esconde o brilho da lua em suas noites de solidão. A noite recua, assim como sua esperança, e ela permanece reclusa em sua descrença. “Devolva a minha alma!” Ela suplica mais uma vez, grita e não se faz ouvir... Insiste, derrama mais palavras e não se faz ver... Luta, ama e não se faz sentir. Ausência! Falta da completude dos que se tornaram um só. Sem conversas, sem poesia, sem músicas, sem mar. Tudo foi desfeito, desmanchou-se com a fragilidade de uma flor que espalha suas pétalas ao vento, porém, sem jamais apagar o seu perfume.

Quando o acaso acontece...


Poesia improvisada com rima imperfeita
Marcas na pele e olhar enigmático
O gosto, o toque, o cheiro...
Peles se tocando sutilmente
Numa mistura de malícia e ingenuidade
O breve momento que passou e se faz presente
Tudo que poderia ser feito
Tudo que ainda está por vir
Marcas azuis no céu da aurora
Duas crianças andando abraçadas pelas ruas da cidade
Enquanto um corpo treme,
O outro o aquece com suavidade
Doçura estampada no sorriso de Vênus
A torre que não se pode alcançar com um olhar
Como magia feita no pensamento,
A realidade é recriada para satisfazer o desejo
Poucas palavras...
Sorrisos e viagens na calçada
A hora exata para deixar fluir o que foi guardado
Como um pássaro que voa sem destino numa rua sem fim

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Voltei!!!!!

Em questão de segundos visito sentimentos extremos
Não sei como é possível tamanha intensidade branca e preta
No meu coração nascem belas rosas, mas os espinhos machucam e sangram...

***Enfim consegui recuperar meu blog!!!!!!!!!!!!!!!!! =)))